A queda



Minha mente doente
de forma injusta
para mim mente,
criando ilusões
absurdas e imponentes,
trazendo a tona
meus escritos incompetentes
minha dor e estupidez
e a incoerência que ninguém sente.

Meu corpo doente
caracteriza algo inconsciente
que as pessoas vêem friamente,
que entre tantos seres vis e decentes
é só um corpo doente
que engana toda gente
doente como minha alma
doente como minha mente.

Por Elkson

Televisão



Percebo em flashes desconexos
o absurdo espetáculo hipnótico
do ser concreto e despótico
no mundo mesquinho e caótico
onde vivo moribundo e perplexo.

Tens o poder e a força
comanda de forma alienante
leva alguns ao grito rompante
na tentativa frustrada do levante
que transforma-se na lúcida forca.

Deus-cubo-luminoso-sonoro
apreensiva, a humanidade te venera
e trata como hereges, àqueles, para quem tu és quimera
por mais que sejas vil, tua ilusão, é o que que a multidão espera
enquanto eu, herege, te olho e ignoro.


por Elkson

Vale de lagrimas






Nas asas do mais soberano pássaro
Através do infinito oceano
As lendas misticas de um vale de lagrimas
Refletem o clarão das estrelas
O foco de meus desejos estão navegando em direção ao sol
Para a ilha dos eternos apaixonados
Vaga minha alma elucida pela noite escura e sombria Onde tú estás, amor que me alucina? Meu corpo deseja o teu, Meus lábios fantasiam teu gosto E meu coração anseia pelo momento sublime do amor contigo... Não posso ver o brilho dos teus olhos... Injusta distância que me sega.... Ah! Meu amor... Que amarga são as noites que passo sem ti... Desfaz essa amarga distância e vem logo me amar... Me beije com essa tua boca e me leve ao orgasmo desejado... Sofrimento que flue nas sombras de sua imagem radiante
Que outrora ecoou no silêncio de noites Solitárias Em gemidos ofegantes de prazer do ardente amor Que se alimenta de sentimentos... Desejo teu amor com o máximo de minha vontade
Cavalgue para sempre à frente da linha do sol
Onde as esperanças e os sonhos são a marcha eterna
Onde o nascer sobre o luar do inverno brilha
Sobre a queda das nossas vidas
Choro tua ausência... e escuto apenas o eco dos meus próprios soluços,
Minha alma respira a tristeza da solidão,
Meu coração suspira por perder uma paixão.
Meu espírito se perde
Eu fico sem rumo , perdido
Minha alma cede, meu amor fica sem sentido.
No meu interior profundo , secreto e desconhecido,
Não encontro teu amor pois ele já tinha morrido

Autor: Daniel Bezerra

Castigo

Acordei com o peito apertado
Uma agonia incessante
Lembrei-me de algo
Meu coração dilacerado
Devia ser um sonho
Ao abrir os olhos
Percebi então...
Que eu realmente estava
Vivenciando aquele pesadelo
Que me atormentava noites adentro
Agora esse pesadelo é real
E já não sei mais o que fazer
Sem um rumo certo
Sem um objetivo concreto
Apenas problemas vindo
dilacera a minha vida
Gostosa de ser vivida
Já não a conheço mais
Já não sou mais capaz
Já não sei o que é viver
Se devo passar por isso
Não sei...
Mas o que importa é que
Quem realmente tem paz
Será mais feliz sem mim
Eis aqui minha dor
que me causa até tremor
sentimentos a todo fervor
paixão, decepção, sofrimento, pavor
O que carrego comigo
Fonte ilimitada de amor
Sempre abalada pelo castigo
Vagando!
Chorando!
sem a minha Incansável busca de amparo
Destruído me perco no silencio.



Autor: Daniel bezerra.

As vésperas do acaso





Todas as minhas vidas me cobram dividas que já prescreveram
Em cada manhã me abandono entre fúrias
E me desloco entre madrugadas
Geralmente durmo geralmente acordo
É de vez em quando sou mesmo

Estou as vésperas de me ver
Será dias dos finados ?
Ou outro feriado qualquer sem propósito
Saibam que minha vida não tem medo de morrer

Todas as minhas vidas me cobram dividas que já prescreveram
A vida passada não me abandona jamais
A vida presente faz questão de dizer que existe
A vida futura sempre me ameaça e diz que estar pra chegar

Escrevo para denunciar a mim mesmo e aos outros
Estou ás vésperas do acaso
Feliz do homem que se alimenta de sua fome
Enquanto os outros não comem nada eu simplesmente devoro tudo

JOÃO HENRIQUE

ESQUIZO


Que se danem!
Não tenho maiúsculas alegorizantes. Tenho tédio.
E existe algo mais alegorizante e sublimador
Para o espírito criador e inquieto de um artista do que o tédio?

Que se danem!
Não quero um séquito nem ovelhas ao meu redor.
Em minha companhia, prostitutas e bêbados harmonizam-se simetricamente,
Eles são os demônios alados de ébrias noites pandemônicas sempiternas.
A necrópole é o meu habitat natural,
A fome e o frio adornam o meu espírito esquizofrênico.

Por Leidivan Maldito

ASSOMBRAÇÃO


"O futuro do poeta é ser uma assombração"
( André Bréton )

Olhem só que linda , rara e exótica espécime em vias de extinção.
Essa abominável assombração, como preverá Bréton,
Ainda continua viva (embora moribunda e coxa)
A assombrar os incautos.

E quão grande é a estranheza com que os olhos comuns reagem
Ao se depararem com essa esdrúxula,efêmera e fenomenal figura incotidiana,
Fora de contexto e desgastada pelo desuso e esquecimento.

mas tú vives ainda...
Ò desafortunado, incompreendido e maldito poeta!
Mil vezes maldito és tú, ó pitoresco sobrevivente!
Todos te olham feito turistas em terras desconhecidas.

És tú poeta que, estoicamente habitas esse mero depósito de gente
Que são as cidades tão vazias e inexpressíveis sem a tua arte...
Um dionisíaco brinde a ti, poeta!
resistente sobrevivente das trevas,
Da lúgubre e fria escuridão pútrida
Que é o esquecimento inerte dessa nossa pobre gente.

Amaldiçoado como a alma de um suicida
Vagando esquecido no limbo.
Audacioso a nadar num dia frio, ao esquecimento do sol
Nas águas infernais do Aqueronte.

Ès tú poeta, que desafias o mundo
Criando um novo mundo com a tua profana arte,
Escrevendo sozinho a luz de fúnebres velas...
Ò chama maldita que ilumina os obscuros caminhos
Dessa vida mal-me quer!

E no infame exercício desse profano ofício
Tornas-te a tua vida num estado de loucura e êxtase permanente.
"De profundis clamabo", "ad majorem gloriam ad te!"
ò meu igual, minha ponte quebrada no labirinto do caos!

POR Leidivan Maldito

ROBERTO PIVA AGOSTO DE 1964


O OBJETIVO DE TODA A OBRA DE ARTE E DE TODA A POESIA FOI SEMPRE UMA MENSAGEM DE LIBERTAÇÃO TOTAL DOS SERES HUMANOS ESCRAVIZADOS PELO MASOQUISMO MORAL DOS PRECONCEITOS,DOS TABUS,DAS LEIS A SERVIÇO DE UMA CLASSE DOMINANTE CUJA A OBDIÊNÇIA LEVA-NOS PREGUIÇOSAMENTE A CONCEBER A SOCIEDADE COMO UMA MÁQUINA QUE DECIDE QUEM É NORMAL E QUEM É ANORMAL.PARA A SOCIEDADE UTILITARISTA DO NOSSO TEMPO ,A PROVA MÁXIMA DE NORMALIDADE É A ADAPTAÇÃO DO INDIVÍDUO À FAMÍLIA E À COMUNIDADE.NUMA SOCIEDADE ASSIM ESTRUTURADA,TODAS AS VIRTUDES, DIGO TODAS ,ESTÃO A SERVIÇO DO PRINCÍPIO DA UTILIDADE.

ALTAR AO DESCONEXO


Da alvorada ao crepúsculo
Todos fazem misérias ao próximo
Mas, as igrejas prometem.
E os homens cumprem
O seu vizinho faz guerra
Sua mãe pega um terço
O vigário dar o cu
É sai na televisão.se tem criança
Só nos resta rezar pelas pregas perdidas
Os pais pedem indenização
O iraque vira o crak
Consuma e morra
Guantanamo nudez,sodomia e direitos humanos
Salve Sadam Hussem consegui morrer de forma democrática
Milhões de americamos pediam sua cabeça.

Os sanitários também são felizes
As flores podem ser cheiradas
A merda é sempre a mesma
O que muda é a bunda :
Judia ,árabe,muçulmanos
Africana,sunita,brasileira
Americama.



As bucetas tem poder !
Impérios já caíram por causa delas ,até religião foi criada
Ana Bolena,Cleópatra, Mônica Leviski
O fogo amigo mata mais que a paz armada
O amor já deu mais que o ciúme
E já fudeu tantas contas bancárias

O papa gostava da suástica
E adora retrocesso
A ditadura será que volta?
e a dita branda ?

Acho que vou levar oferendas ao Deus Prozac
Retorcer minhas agonias .Voar pelo mundo encantado do comprimido azul


Tudo me incomoda desde a cera do meu pau até ao catarro do meu adversário
A menopausa da velha macumbeira o cuspe do Tranca Rua
A rotina seca do meu cotidiano
A véspera aziga de um feriado natalino
A proposta de me tornar bom
Minha conta bancária

Quero uma velha fanha
Um peito mole ,a esmola dos franciscanos
vou arrotar o mundo
defecar em Brasília mijar em New York
observar nossa Gothan city brasileira
com seus morcegos de terno e auxílio moradia
em suas últimas honestidades.


Meu altar é minha carne que vaga sem sentido
O rumo que dou a minhas palavras
E a vergonha a revolta .Que dá mil voltas
Em torno de mim.

JOÃO HENRIQUE

Hospícios oceânicos em terra firme






Em meio há um oceano de psicotrópicos
Os fatos não me mandam recados
Simplesmente aparecem
O tempo se desfaz em um mormaço azedo sem brisa
Eu quero maremotos ,,mas tudo não passa de tentativas pálidas
De um mar sem ondas.
Oceanos metamórficos transmutados em recifes rasos
Onde crustáceos loucos perambulam procurando a próxima boca de fumo

Meu aquário chacoalha tempestivamente borbulhando atlântidas esquecidas nos mapas dos marujos bucólicos
Tubarões dantescos e esquizofrênicos suplicam por valium 10
Peixe espadas duelam como Rimbaud e Verlaine
Enguias mascaradas eletrocutam cardume pra saquear
Águas vivas com sede de Nero incendeiam plânctons indefesos
E o mar adormece em volto em um lençol medroso de pânico trovejante
As águas contorsem-se em súplicas a Netuno
Ninfas marinhas milindrosas afanam algas do poço de um Tritão maluco
Carangueijos fanáticos vomitam sua fé matreira na toca de uma arraia sem crença .


por JOÃO HENRIQUE

O RIO


Espinhos na carne
Vodu anestesiado
A dor:
Consciência indolente.

Ridículo e frágil
Fiozinho de existência
Esvaindo-se.
Incolor!

Passa como um rio
São menos águas
Erosão e areia
Margens alquebradas.

O rio é uma estrada
Cemitério de ilusões
Foz
Horizonte zero.

Desembocadura
Onde tudo é mar.

Não há sereia
Nem monstro
Há o abismo
No fundo...

08/11/ 2008.
Ivan santana

DECLARAÇÃO DE AMOR AOS DESAPAIXONADOS


Não sou mais o poeta do amor, ou dos sonhos doces.


Não romantizo mais verdades cruas e cruéis, nem engano mais os iludidos.


Não procuro entender o que não se explica, nem explico mais o que não entendo.


Não escrevo mais para pessoas felizes. Nem mesmo para as esperançosas.


Escrevo, agora, tão somente, aos desapaixonados, porque eles sim, sabem a verdade.


Escrevo aos desesperados, desiludidos, magoados, esquecidos. Aos que choraram o necessário para descrer da felicidade. A todos aqueles que um dia leram o que escrevi, e acreditaram.


Escrevo aos que não fazem mais juras de amor, porque não têm mais motivos para jurar. E porque foram traídos por quem mais juraram.


Escrevo apenas a eles, e por eles, porque não acreditam mais em nada, nem no futuro, nem que um dia será diferente.


E escrevo porque eles sim, conhecem o mundo real, e o coração das pessoas.

Escrevo, portanto, apenas àqueles que não sentem mais.


Que não riem mais.


Que não crêem mais.


Que não amam mais.



Embora, continue eu, incondicionavelmente, amando.



Esdras Paiva Oliveira – 09/12/200

O que não existe



Existia um homem em solidão. E uma dor. Depois existiam duas cores e nada de escuridão, nem de desespero. Existia então um caminho, longo porém excitante, perdorrido sem pressa e sem desperdício. Existia uma confiança absurda, uma crença de extraordinária pureza que parecia verdadeira. Mas existia falsidade, e também erro, e coisas foram mudadas. Existia uma fruta, madura, no chão. Existia um animal que dela se alimentava, e assim a fazia ter sentido. Existia um espaço onde tudo parecia se explicar. Existia um por do sol, um momento único. Uma invenção conhecida, um reencontro esquecido e um medo. E não existia saída. Existia outra dor, uma que não passava. Uma despedida sofrida e um último beijo. Existia uma força que a tempos não existia. Uma saudade que não se satisfazia e uma lembrança do que não aconteceu. E não existia nada mais.

Esdras Paiva

A Máquina

Dentro de mim.Nasce a rosa metálica e pagã,Indiferente e alucinada.Na urgente primavera dos mortos.Cresce a rosa apática sem afã.Covarde e distraída.Na tarde sem cor dos meus olhos.Parte a rosa arcaica e vã.Invisível e esquecida.Para a aldeia dos homens de sonhos roubados.A rosa paralítica e seu perfume solitário.Ferrugem nos nervos, espinhos nascidos pra dentroBeleza feita de sono, regada a chumboInquieta e indizível... Ofendida.
O que pode esconder o túmulo delicado das rosas?

FREITAS,Ronald. Intenções de Poesia
Minha comunidade: Intenções de Poesia http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=28372493

HOMENS, FERAS E HERÓIS..." (primeira parte)

**Numa terra de cães e gatos**Dog XXI, The King**prometia um banquete de ratos**a quem. por honestidade.**chegasse ao seu rastro!!!**Cada mijada de Dog XXI, The King**era por todos reverenciada,**a emprenssa aos quatro cantos do reino**sobre sua baba, desafiadoramente propalava**que era como balsamo que de tudo curava...**A quem, por tanta inteligencia e coragem**com sangue quente se destacasse dos demais**e com a viril sutileza de um Ninja**ao seu lado teria como que proteção divina**bem acima dos outros reles mortais!**Numa terra de cães e gatos**onde era rara a esperança de um Bom Osso**cada um queria posar de bacana**ganhar muita grana,ficar famoso**e sair de uma vez lá do fundo do poço!!!...

Raniere Caetano

Soneto de eterno gozo


Sonho em contemplar teus labios entre abertos a tua boca fresquinha, rosada e nua tua lingua me amar� estou bem certo cravando-me os dentes na carne crua.Consumido pela gruta dos enxertos bebo do paladar doce da pua uma ardente quentura segue-nos de perto sentindo teu calor a minha pele sua. Sussurros deleitosos e excitantes pululam desta macia alcova em apertosgemendo uivando sua toda sua.Fundidos em abraços picanteso frenesi dos corpos regem o concerto inflamando o t�bio claro da lua!


por Ivan santana

PORTA PARA O ABSURDO

Que as horas se fodam e os minutos se tornem assassinos/o pontéiro é como um machado que não joga dados manipulados/A sombra das horas acalma os ossos/E todos aplaudem,nesse picadeiro que é a vida morta/ Quem vai falar ao absurdo? Eu? acho que não/ Quem vai apaziguar a minha fome inquieta de um segredo?Eu? Acho que não/ Vou fazer magias e solucionar teoremas, trancados em garrafas em que não possa ver o fundo, sem trancas e portas/A fechadura da minha existência não tem chaves /sem sombras nem amarraduras /Sigo o caminho da minha eterna amargura/eu sou como uma centopéia com mais de dez mil braços e seis mil escamas contorcidas em falanges de misérias abandonadas sem credos e religiões /Sem sacerdotes, nem padres/Comungo entre hóstias demoníacas sem pele, seres moribundos decaídos sem palavra /Quê o absurdo faça a sua palavra e narre seus dias e nos conte,como faz para existir e viver . Escutem o ranger da porta, o som agudo, rastejante.Cambaleia pelos nossos ouvidos/Quantos moribundos são necessários para fazer uma tragédia?Não quero dar respostas apenas, fechem à porta!Fechem à porta!

Por João Henrique

VAGO, INÚTIL E TORPE - Com carinho, à todos os hipócritas


E quando sai o sol de amanhã

Quem já pergunta o que passou?

Quem nos faz além do que seremos?

Quem em vil desespero se alegra?


Em toda espada cria-se o suspense

De quem, frente a frente, não a teme

Porque o conflito é o mestre da verdade


E em todo vazio cria-se

De algo, em vácuo, em oco,

A latência eterna da esperança que nos alimenta


Pobres dos que saceiam-se com o muito

Pois serão vazios impreenchíveis


Pobres dos que enchem-se sem prazer

Pois serão sempre a mentira em partículas mortas


Salvos os que não aceitam mais que suas vontades

Nem menos que suas ambições

E não se negam, nunca

A assumirem, em grande alegria,

suas carnes, medos, dores e ódios.


ESDRAS PAIVA OLIVEIRA
09/05/2008

Intenções de poesia


[...]A chuva despertando o passado Inventa o amanhã que não quer chegar.Suas cores, ritmos e nomesSeu inatingível desejo de felicidadeQue estremece sobre o colo da menina morta.Agora é noite,E o sono dos dragões libertam borboletasQue agitam o silêncio E zombam dos dragões adormecidosSobrevoando a escuridão sem temer o fogo.Enquanto a pequenina aranha urde o assombroTece a luz do medo no céu espavorido das borboletas.Vôo de facas e ventos de amputaçãoA noite partida das borboletasNavalhas multicores, asas em transe.... e os dragões sonham com borboletas no liquidificador

por Ronald Freitas

Sem rosto e Faminto


Quando o desequilíbrio humano amanhecer cheio de ódio/E os propósitos estiverem alinhados na posição morta/ O Faminto e o Sem rosto anunciarem o levante/A revolta ira parir um novo tipo de homem/Sem verdade, propaganda santa e certeza. Os livros não tem mais o que ensinar/O osso ficou oco/Profetas ficam roucos/Neste mundo louco/O sem rosto traz no saco mil rostos para pregar nas paredes/Agonia, agonia de quem via/Foi assim que um rosto cuspiu em outro rosto.Causando em todos um enorme desgosto /Faminto faz tranças com as tripas/As tripas de faminto trançam sua miséria/E essa fome só vai passar/Quando sem rosto e faminto roerem o osso do fêmur de deus.

João Henrique Ferreira de Oliveira
 
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