O suicida



O suicida caminha cabisbaixo

Percebe o fracasso,planeja e advinha

Esse ator de platéia vazia contempla

Que lhe escolhe deslumbra o delírio

Tenta fugir da nostalgia.

É o corsário que por mares desconhecidos

Por pântanos cotidianos e desertos vividos.Silencia-se ao espelho

O suicida é o mesmo paranóico de ontem,de frases e gestos

Arrependidos,por pálpebras sonolentas veste o cansaço.

É o cálcio que sustenta os ossos miseráveis da cabeça e o fio de cabelo que se desintegra

Agrega-se aos demônios ,que aos ouvidos sopram-lhe palavras lúcidas.

O suicida é a criança de hoje e o louco de manhã

É a negra sombra do telhado que acorrenta o olhar

É um corpo aparado ,pode estar em qualquer lugar.

Por Talbert Igor

4 comentários:

  1. JOÃO HENRIQUE disse...:

    ESSA É DO JOVEM POETA TALBERT PROVANDO QUE SENTIMENTO NÃO TEM IDADE

  1. Mozer Beier disse...:

    Diferente o jeito de escrever ne? gostei

  1. Bruno disse...:

    Diferente?
    Talbert vem ai apresentando não só uma escritura 'bonita', mas um sentimento contido, exprimido, a verdadeira seiva humana.
    Esse estado espiritual que não é só o fim de uma existencia, mas uma vontade guardada dentro de cada um, esperando a hora deprimente de aparecer... afinal, quem nunca pensou, nem sequer por um minuto, na vontade vergonhosa de não existir?
    Parabéns Talbert, Lord Byron do nordeste.

  1. Baah Metal disse...:

    Muito bom mesmo, eu sempre soube que você escreve; mas você realmente araza.
    Gostei mesmo..
    Um beijo

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