TELOS TRANSGRESSÃO



Chopin rodopiando suavemente
Nos quatro ventos do meu coração
Esplêndido nada sincronizado do romances
E dos relacionamentos exibidos na novela das seis
Pathos correndo em minhas veias
Feito dionisius vinho impúdico em minha garganta
Minhas idiossincrasias enclausuradas
Na gruta noturna de minha inconsciência
Minha juventude dorme nas mãos esquecidas de deus
Pagão confesso partidário do caos
Aves noturnas da morte
Aves de rapina de minhas selvagens impressões
Enclausuradas e torturadas em meu universo paralelo
Cheio de contradições e contravenções e contra convenções
Nascidos da veemência fremente
Do meu telos transgressão
Poetizar é perverter e submeter ao extremo a subversão
Mistificar o absurdo e crucificar as palavras
A um culto patológico e dogmático
Como os delírios das religiões e das ciências
Em meus sonhos eu vejo o céu sangrando
E anjos sequestrados trocados pela liberdade anarquista
Que a arte reivindica e necessita
Eu vejo um labirinto caindo do décimo terceiro andar
Garganta a dentro do meu corpo
Hospedeiro do caos teofânico da poesia libertina.

POR LEIDIVAN RODRIGUES

1 comentários:

  1. JOÃO HENRIQUE disse...:

    SOU SUSPEITO PARA FALAR SOU UM FÂ DA SUA POESIA .ORGIÁSTICA,LETAL EM OUTRAS PALAVRAS FOGO E ENXOFRE.

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