Sem rosto e Faminto


Quando o desequilíbrio humano amanhecer cheio de ódio/E os propósitos estiverem alinhados na posição morta/ O Faminto e o Sem rosto anunciarem o levante/A revolta ira parir um novo tipo de homem/Sem verdade, propaganda santa e certeza. Os livros não tem mais o que ensinar/O osso ficou oco/Profetas ficam roucos/Neste mundo louco/O sem rosto traz no saco mil rostos para pregar nas paredes/Agonia, agonia de quem via/Foi assim que um rosto cuspiu em outro rosto.Causando em todos um enorme desgosto /Faminto faz tranças com as tripas/As tripas de faminto trançam sua miséria/E essa fome só vai passar/Quando sem rosto e faminto roerem o osso do fêmur de deus.

João Henrique Ferreira de Oliveira

3 comentários:

  1. Flávio Alencar disse...:

    Muito bom rapaz, acho que preciso vizitar mais vezes teu espaço!

  1. marcelo disse...:

    Agora surge mais uma mente encancrecida, de moral devidamente ajustada a nossa sociedade cínica, desgraçada e dissimulada, muito em breve aqui nesse espaço, surgirá alguns contos do nosso grotesco anfitrião, patrocinado por seu estimado colega que vos fala. Eu depois de tanto tempo longe, após voltar de meu exílio agora repassarei a meu caro amigo joão, contos dele quer ele achava haver perdido. João sento-me honrado em participar deste seu espaço...tão a nossa cara e que funciona como uma valvula de espape literário e muiltimidia para nossas angústicas mundanas.

  1. Junior disse...:

    òtimo João! Considero isto como a declaração revoltosa dos miseráveis sem voz, aqueles que olhamos nos olhos e conseguimos enxergar mesmo que litograficamente, a ânsia de poder gritar que ali existe uma alma! A catarse purulenta dos desvalidos. A elegia do universo se manifestando panteísticamente através das suas idéias. Abraço meu irmão.

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