
Nota de rodapé
ou trecho suprimido
anjos
são demônios subidos.


O suicida caminha cabisbaixo
Percebe o fracasso,planeja e advinha
Esse ator de platéia vazia contempla
Que lhe escolhe deslumbra o delírio
Tenta fugir da nostalgia.
É o corsário que por mares desconhecidos
Por pântanos cotidianos e desertos vividos.Silencia-se ao espelho
O suicida é o mesmo paranóico de ontem,de frases e gestos
Arrependidos,por pálpebras sonolentas veste o cansaço.
É o cálcio que sustenta os ossos miseráveis da cabeça e o fio de cabelo que se desintegra
Agrega-se aos demônios ,que aos ouvidos sopram-lhe palavras lúcidas.
O suicida é a criança de hoje e o louco de manhã
É a negra sombra do telhado que acorrenta o olhar
É um corpo aparado ,pode estar em qualquer lugar.
Por Talbert Igor
FOTO: Olavo Saldanha
Lepras chamadas de gente
Presas em seus divinos prantos
Rangem seus dentes mancos
Aguardando o Deus Fome.
Ave ! ave! Faminem
Fome ,famintos
Mortos de fome
Vivos de fome.
Templos de tripas
Hóstias de lixo
Missas na rua
Vigários mendigos.
Ave! Ave! Faminem
A fome de viver
Morreu de fome
Mas, os famélicos ainda vivem com fome
Para esfaimar-se nas calçadas
Até que a fome morra de inanição.
- -
Óculos e barba rala nem de longe podem definir-te
Apressado e tenso passageiro do delírio
Passeia no trem fantasma do teu espelho íntimo
O teu vale de lágrimas é um rio de águas turvas
Onde teus olhos de narciso-medusa
Te convidam a um mergulho sobrenatural
Cai do décimo terceiro andar
Da ilusão imagética e irreal da arte surreal
Mas tem preguiça de cair na vida
Exita pensa...
A melancolia tua companheira e minha
Parece que agarrou-se ao teu corpo
Feito uma tatuagem que o teu íntimo medo da solidão faz crescer
Só a arte te salvará perdendo-te e matando-te para renasceres outro
Uma arte vertigem transgressora
Combustível magma de teu eruptivo e implosivo vulcão
Dissimulas o teu coração que clarividente
Como as águas que espelhavam a beleza de narciso
Transparece a tua alma paisagem imediata
Cartão de visitas marcante como um sorriso espontâneo
Participamos-te e sofremos-te o que pretensamente achas esconder.
Leidivan Rodrigues
“Criar uma pequena flor
exige um trabalho de séculos”
(William Blake)
Tulipas banguelas acenam amputadas nos jardins de mágoas
Trava o artista a sua árdua batalha expressiva em busca da leveza
Bailando por sobre as intempéries da vida
Demências tangidas demências vividas demências desejadas
Calor etéreo transpira o corpo nordestino
O sol que incomoda transborda o céu de luminosidade expressiva
Melancolia me domina me atravessa noite á dentro
Como um projétil ruidoso
Insônias pesadelos e palpitações noturnas e febre
Prenunciam a presença do diabo que me tenta ao suicídio
Todos os homens estão fadados a morrer
Ou como diria Becket :
"Todos temos de nos conformar pois o inferno nos aguarda"
Além da estrada e para além do túmulo post mortem
Mas nenhuma transcendência me amedronta ou me provoca
Tanto quanto a vida tal qual ela é
The dark side of the moon
A noite persiste com seus demônios alados fustigando-me
Feito pernilongos a perturbar-me o sono
A noite desperta o artista sonâmbulo de inquietações
Delirium tremens bombardeiam o tédio
Venenos de eletricidade açoitam meu corpo hedonista
Torturado como um comunista nos porões do DOI-CODI
E eu falava em tulipas flores decepadas carnívoras e murchas
Adornam os jardins dos morros narcóticos
A guerra civil banha em vermelho
O sol da tarde inútil de domingo
Que cheira a tédio e a naftalina
Escuto o rap-requiem das favelas chapadas de Armagedom
E ao som de violinos distorcidos e toscos
Adormeço no caos silencioso e eloquente
Do inferno Kafkiano que habita em mim.
Por Leidivan Rodrigues
Barbalha, 201O.
O temor é arma que pode matar o riso
As situações acontecem os fatos murcham
As rosas sem pétalas sem raiz sem cheiro
O jardim se tornara vazio
O vento já não venta mais
A terra já não mais produz
Quando ..........
O espaço já estiver cheio
A chuva já não tem raios para molhar
Serafins sem asas suicidando-se no vazio
Chorando amores ,cuspindo ira
A solidão essa madrasta dos amores
Será mãe desses corpos
Estarão perdidos entre
Convulsões de ódio
Nadando entre os fins tristes.
Entregues a Satanás
A providência de um destino que nunca foi deles .
Ainda me lembro da minha primeira penugem facial na época de garoto,sempre querendo ostentar aquele símbolo capilar que tanto enchia de orgulho muitos adolescentes, raspávamos mesmo tento só aquele pouco, todos queriam ter a tal barba.Depois do 11 de setembro a barba virou símbolo de medo. Com a recente morte (?) do líder da famigerada Al-qaeda esta inaugurado o BINLADISMO SAUDOSISTA .Acho que o termo morrer de saudade ou matar a saudade se aplica bem a isso não acham ? Voltando a barba que é o que interessa . Penso com muito pesar no coração, qual o futuro da barba no mundo? Papai Noel por exemplo teríamos um velhinho sem barba ? Tome Prestobarba, Gillette nele,a primeira faz tchan a segunda faz tchun, Moisés seria reduzido a mero agente do Green Peace ou de alguma sociedade protetora dos animais,Marx sem barba !! Já pensaram na calúnia? Fidel ou Darwin,sobra até para o coitado do Gandalf ,cuidado Merlin fuja, sorte do Enéias, se pegam o Eros Grau tá frito.
Como havia falado em outras linhas o Binladismo voltou agora com faceta da saudade.Pensado bem, como seria uma canção de dor de cotovelo em árabe ? Nem me arrisco .Saudade,bomba e Arak .Os atentados serão agora em nome da dor e da perda ,seu séquito toda vez que sentir a mágoa e chorar pelo ente querido buá,buá snif,snif “ .Vai ali e faz um 11 de setembro”. A barba agora inspira medo.O mundo pós –Bin Laden esta de volta .O Obama consegui YES WE KILL .Quem tem medo da barba? Os democratas?Os republicanos?A CIA? Donald Rumesfeld. Matar o homem é fácil quero ver matar a barba.
Por JOÃO HENRIQUE
Logo de cara na primeira página o livro dá o recado com a frase "Não leia agora. Aguarde a solidão tomar conta de você " Não preciso dizer mais nada meus caros leitores. Lançado em 1995 /96."Como se" tem poesias fortes mas de leveza única, as minhas preferidas são sonâmbula, diário, agonia e êxtase, chave de sete portas.
A net tem disso: mandam coisas de Jesus, de Deus, Alá, Buda, Olorun, Iansã, Iara, São Noure, com pessoas pedindo ajuda, desaparecidos e às vezes, mesmo sem vontade de fazer em alguns momentos, os medos fazem a gente ter que fazer, passar e repassar de forma impositiva e não solidária.
Entrego ao vento mudo a minha fala
“Borat” chega-nos um olhar mordaz e sarcástico sobre a religião em todo o mundo.
In Extremis
Pois bem - me apresento:
O poeta é autoflagelo

Vamos marchar em direção as nossas feridas
A intensidade de meus sentimentos
O FANTASCÓPIO CARIRI SEMPRE GOSTA DE TRAZER AOS NOSSOS LEITORES ALGUMAS NOVIDADES.O BLOG TEM ESSE COMPROMISSO DE TENTAR RETIRAR ESSES POETAS DA BASTILHA ONDE SEUS ESCRITOS ESTÃO ENCERRADOS.A ENTREVISTA QUE SEGUE É FEITA COM O POETA (por mais que ele não se intitule um) DE CÍCERO DANTAS CHAMADO RAFAEL SARAJEVO COM O SEU "Escritos de um inferno atômico " (JH)SOMOS A REVOLTA NAS LETRAS. A POESIA SEM ESTÔMAGO QUE VOMITA POETAS ENCANTADOS O ESPAÇO SEM VAZIO. O PETER- PAN SEM INFÂNÇIA QUE VAGA SEM A ÂNSIA DE FICAR ADULTO. ORGANIZADOR: João Henrique Karamazov VIREM SEGUIDORES E DEIXEM SEUS COMENTÁRIOS